sábado, 29 de dezembro de 2012

Valeu, 2012! Seja bem-vindo, 2013!

Em muitos perfis de meus contatos do Facebook tenho lido várias mensagens de "Feliz 2013". Nelas é muito fácil identificar àqueles que ainda carregam a ESPERANÇA e àqueles que não acreditam mais nessa "linda menininha de olhos verdes". Também há os que escrevem enormes mensagens debatendo a magia da "virada do ano". Em um desses textos, seu autor fez uma longa explanação dizendo que a "virada do ano" não existe e é apenas um dia qualquer. Enfatiza, inclusive, que não adianta fazer planos para o próximo ano, porque ele será  uma continuidade do que já estamos fazendo.

Ora, ora.... penso que essa pessoa não acredita em mudanças. Não acredita que uma pessoa possa melhorar, aprimorar suas atitudes, renovar sua vida.

Bem, no que diz respeito ao misticismo da "virada do ano", o autor está certo. Embora eu prefira dizer que é algo cultural e herdado dos povos antigos. Lembro-me muito bem de uma das aulas de filosofia antiga, na qual o professor apresentou uma passagem de um dos filósofos da época (não vou me lembrar o nome), aonde ele descrevia os rituais para que o "novo ano de colheita" fosse promissor. Imediatamente, alguém os comparou com a "virada do ano" em uma narrativa inteligente e que fez todos a pensar sobre a questão.

A "virada do ano" é algo mágico e que deve ser cultuada sempre, na minha humilde opinião. A ESPERANÇA é um sentimento que devemos manter acesso, principalmente naqueles momentos de total desilusão. Afinal, sem ela o que seria de todos? Um total desanimo pela vida e a falta de perspectiva no que está por vir.

A vida é passageira demais, mesmo para aqueles que vivem muitos anos, como o caso da Dona Canô que morreu aos 105 anos no dia de Natal ao lado de seus oito filhos, como tanto queria; ou como o mestre Oscar Niemeyer que se foi poucos dias antes de completar os mesmos 105 anos. São duas personalidades diferentes: Dona Canô conquistou a todos pela simplicidade e sabedoria tirada da terra e, se não fosse mãe de Caetano e Bethânia, nós mortais do lado de cá jamais teríamos tido a oportunidade de conhecer suas sábias lições de vida. Já Niemeyer conquistou o mundo com sua obra. O que noto nessas duas grandes passagens é que a vida tem o valor que damos a ela, independentemente dos nossos feitos. Ou seja, podemos vivê-la intensamente sendo um desconhecido ou não. E o contrário também é verdadeiro.

Por isso, os votos da "virada do ano" são tão importantes!  É uma oportunidade para mudarmos, embora essa decisão possa vir em qualquer dia do ano. 

O importante é acreditar que as pessoas mudam e pode ser para melhor, embora esse melhor muitas vezes não agrade algumas pessoas. A vida pode ser levada com mais tranquilidade, mesmo nos momentos de tormenta.

Discordo do autor, mencionado no começo desse texto, sobre as pessoas permanecerem iguais até a morte. Fico imaginando o mesmo dizendo: "mas a essência continuará a mesma". Verdade! Porém, é preciso pensar que a "verdadeira essência" estava escondida e, portanto, com as mudanças ela florescerá.

2011 foi um dos anos não muito agradáveis para mim! Ele começou ruim, ele terminou pior ainda. Eu vinha repetindo alguns erros ao longo dos meus 46 anos. Precisava mudar! Essa foi minha grande decisão na "virada de 2011 para 2012". E essa mudança se deu. 

Coloquei em um papel tudo que desejava mudar em mim. Esqueci de planos materiais, porque acreditei que eles só viriam se eu mudasse de atitudes. Ou seja, se eu redescobrisse a minha "verdadeira essência", escondida por anos e que me levou a aceitar situações inacreditáveis. 

Mas, caros leitores, para que eu recuperasse a minha "verdadeira essência", eu precisava me conhecer e saber o porquê continuava praticando as mesmas atitudes, mesmo tendo a noção de que elas me levariam à dor.

Não foi -- e não é -- fácil! Se conhecer é muito complicado. Afinal, descobrir que o grande Jean-Paul Sartre estava correto quando disse "O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio" é desesperador. 

2012 foi um ano de introspecção e mostrar às pessoas que eu estava em transformação. Ufa... foi difícil. Algumas sentiram falta das minhas atitudes antigas, porque, de alguma forma, se alimentavam com elas. Mas eu consegui.

Recuperei coisas fundamentais para a minha vida. Como por exemplo, minha irmã e minha mãe. Hoje, eu posso encher a boca e dizer: eu tenho uma irmã! Essa foi uma conquista maravilhosa. Também, ao conhecer o porquê de algumas atitudes errantes, pude ter uma vida mais tranquila, sem altos e baixos. Eu diria que  2012 foi uma constante lua cheia e com aquela estrelinha (Júpiter) ao lado durante os 365 dias do ano.

Ahhh não se iludam, eu chorei muito também, e de tristeza. Afinal, como distinguir o doce do amargo? Para isso, precisamos saborear os dois.

Ao final de 2012 me encontro em paz comigo e com as pessoas que realmente são importantes. Ou seja, com todos que eu cruzar, afinal, é preciso conviver com todos. E o termino com a certeza que muito ainda tenho que melhorar, mas os primeiros passos e os mais importantes já foram dados. E que venham novas revelações sobre o "meu eu", porque é bom demais se conhecer.

E que a "virada de 2012 para 2013" seja como a de "2011 para 2012": ESPETACULAR


"Valeu 2012!
Seja bem-vindo 2013!"

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