domingo, 21 de junho de 2009

À minha amiga Eliz

Essa semana que acabou, eu fui testemunha real de um antigo ditado: "quem tem amigos, tem tudo". Então, decidi falar um pouco sobre esse sentimento que nos acompanha a toda hora, mas que não nos damos conta de quanto ele é importante e precioso.
Ser amigo é muito difícil. É mais fácil ser amante, namorado, marido, mas amigo é muito mais difícil. Porque ser amigo é cuidar pra sempre e sem esperar nada em troca. E essa abdicação é pra poucos, pouquíssimos. É preciso ter um espírito nobre para isso.
Essa semana, minha querida amiga Eliz, da faculdade, fez um gesto em minha defesa que me surpreendeu. Claro que sempre senti que ela tinha afinidades comigo, mas sempre achei que era uma 'camaradagem' de amigos que compartilham do mesmo interesse. No nosso caso, a Filosofia e Wittgenstein.
Mas não, ao interceder para me ajudar em um momento de desespero, essa linda pessoa me mostrou que amizade existe, de verdade. Me comovo toda vez que me lembro de sua mensagem no celular me informando que eu poderia me tranquilizar, porque a situação já estava sob controle.
Então, a minha querida amiga, eu digo: "um dia a vida pode nos separar, afinal, sempre tomamos rumos diferentes, mas eu jamais vou esquecer o seu gesto". Mas, querida Eliz, se esse dia chegar, lembre-se sempre desse soneto de Vinícius de Moraes e nunca se esqueça que minha mão sempre estará estendida para você e MUITO OBRIGADA, para sempre:

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

(escrito em 21/06/2009)

domingo, 7 de junho de 2009

O tempo

video
O tempo tem sido assunto constante na minha vida, nos últimos dias. Assunto frequentemente debatido nas aulas de filosofia, com Santo Agostinho, Kant, Wittgenstein, enfim grandes pensadores. E diante de tanto 'tempo', um querido amigo da filosofia me enviou a letra de uma bela música - Resposta ao Tempo (vídeo anexado) - que me fez pensar sobre como eu lido com o tempo.

E tenho que confessar que lido muito mal... Transformei o tempo em um inimigo, quando, na verdade, ele deveria ser um grande aliado. Fico presa a datas, períodos e, assim, transformo o tempo no meu maior inimigo. Porque o transformei em algo mensurável, e o tempo é muito mais do que isso.