sexta-feira, 20 de abril de 2012

Vida e morte. Morte e vida

Freud disse que um dos motivos da infelicidade do homem é não aceitar a sua finitude. No seu belo texto "O mal da civilização", o psicanalista diz que o ser humano passa a vida buscando formas de ser imortal. Ou seja, fica criando ações para a sua imortalidade. Milan Kundera, na obra "A Imortalidade", reforça todas essas teorias. Fico aqui pensando quanto tempo gastamos de nossas vidas tentando ser imortais e, assim, acabamos deixando de viver.
Você, que está me lendo agora, já pensou em quantas vezes deixamos de viver o agora, sempre acreditando que teremos tempo para viver o que desejamos, porque temos fé que há o amanhã? Há também os que vivem o "ontem". Relembram situações do passado e nem se dão conta que não as viveram também, porque estavam preocupados com algo do passado-do-passado.

Que tal começarmos a viver o hoje, o agora?
Desfrutar cada momento com intensidade e vontade?
Caminhar e prestar atenção no caminho.
Dizer que ama, porque realmente ama. E dane-se o que vai acontecer. Apenas dizer.
Abraçar todos que desejamos só pelo fato de abraçarmos.
Fazer amor com vontade e porque realmente queremos dimensionar os nossos sentimentos. Ou melhor: como uma forma de dizer "eu te amo mesmo".
Esquecer regras que foram criadas por pessoas que nem conhecemos e, portanto, nunca perguntaram a nossa opinião.
Vamos jogar algumas regras no lixo, porque elas só servem para nos podar, nos impedir de viver com intensidade e aproveitar cada sentimento, toque, palavra, cheiro e gosto.
A minha vontade é seguir literalmente um pensamento de Nietzsche: "torna-te aquilo que tu és"
Mas para isso, precisamos saber quem somos.
E quem eu sou?
Me pergunto isso todos os dias.
Eu só sei de uma coisa: quero viver cada momento com vontade e nunca mais perder o que o universo me oferece com tanto amor.
E sabe o que eu adoraria fazer hoje?
Ser Marilyn na famosa cena do ar do metrô. E por quê?
Porque é uma cena imortalizada, porque a personagem sou viver o "agora" dela.

Só para relembrar um pouco: 

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