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quinta-feira, 7 de junho de 2012

O texto tem a interpretação de quem o lê

"Cada homem deve inventar o seu caminho"
 (Jean-Paul Sartre)
Sei que já falei sobre o tema em outro post, mas sem querer ser redundante, acho importantíssimo repetir essa minha constante afirmação de que "o texto sempre tem a interpretação de quem o lê e dificilmente de quem o escreve". Confesso não saber mais se a citação é de algum autor ou se é minha; já a uso há tanto tempo, que a absorvi. Por isso, peço desculpas ao possível autor e licença para continuá-la usando sempre que perceber essa verdade, não absoluta, claro, mas uma importante verdade.
Mas nesse meu novo post, achei interessante analisar melhor o porquê essa "verdade" acontece com certa frequência. Vários podem ser os motivos. Entre eles, destaco: o texto não condiz com a faixa etária ou momento de vida de quem o lê, portanto o leitor se dispersa e acaba assimilando apenas o que acredita entender; o texto é muito rebuscado e, cá entre nós, às vezes, nem o autor entende após escrevê-lo; ou então, porque quem o lê não quer assimilar o fato implícito no texto. Melhor explicando: as questões ou conceitos apresentados mexem com o âmago do leitor, e esse não está preparado para enfrentar, embora no seu pré-consciente entenda perfeitamente o que o autor quis dizer. Porém, concordar com quem escreve exige uma reflexão que esse leitor não está disposto a fazer naquele momento. Até aí, eu acho interessante, afinal, cada ser humano tem que saber o seu exato momento de "virar a própria vida".