segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Histórias fictícias quase reais - Cap 1 - O professor aloprado - Parte 1 - O início

Teca pede socorro!
Detesto os domingos; sempre detestei, desde criança. Acho um dia preguiçoso e sem muito o que fazer. Parece que o inconsciente coletivo já definiu que se trata de um dia de "louvor". Louvor ao nada. E para ajudar, aquele domingo era um feriado, 1º de Maio.
Há muito tempo eu já havia abandonado a TV, mesmo as emissoras à cabo. O que fazer naquele dia? Esperar pela segunda-feira? Decidi navegar na Internet. Eu era nova no Facebook e estava tentando me entender com essa nova ferramenta para "distanciar" as pessoas. Foi então, que recebi uma notificação de nova amizade. "João Paulo da Silva". Não me lembrava de conhecer alguém com esse nome. Vasculhei minhas lembranças e nada!



Foi então que entrei no perfil e vi a foto.
-- Ahhhh é o professor de linguagem!!! Disse em voz alta para mim mesma.
Aceitei e, como ele estava online, chamei-o para um "bate-papo". Como sempre, ele foi completamente formal. Usando pensadamente todas as palavras.
-- Ai que cara chato!!
Mas havia algo nele que sempre me encantou. Acho que era a inteligência. Nunca entendi o meu encanto por ele. O "bate-papo" foi breve, perguntas de como vai, se ele já havia se casado - pois a última notícia que eu tinha era que havia ficado noivo de uma aluna. Ele disse que havia se separado dela há alguns meses. Eu disse que lamentava e mudei o rumo da prosa. A conversa terminou por ele, claro, com a famosa deixa: "Estou terminando o texto que será publicado em breve. Boa tarde"
E  a vida seguiu.
Foi então, que na mesma semana, enviei um email a ele dizendo que havia adorado reencontrá-lo e que esperava que pudéssemos continuar nossas conversas e, talvez, agendar um café. Olha eu aí me metendo em confusão.
Por que confusão?
Vários emails foram trocados até marcarmos o primeiro café. Ele me contava o seu dia, suas aulas e eu um pouco do que andava fazendo. Enfim, o dia do reencontro visual. Eu não o reconheci e quando cheguei perto ele estava com um corte muito feio acima de uma das sobrancelhas. Eu cheguei já brincando, como é do meu feitio. -- Apanhou da mulher?
E ele com aquele jeito superior disse que havia caído quando estava brincando com um de seus cachorros e mudou a conversa. (aliás essa história depois contada por ele é de cair da cadeira- aguardem!)
Ele me contou que estava fazendo terapia e revelou outras novidades. Durante toda a conversa, ele insistia em me tocar. Tocar no braço, nas pernas, nas mãos. E aquilo me incomodava profundamente. Chegou a hora de ir e trocamos um abraço, e achei nunca mais o veria.
Antes fosse assim, mas, eu, como já disse, sou um ser teimoso e cheguei à redação e enviei um email a ele. Ele retornou e os emials continuaram. Outro encontro. Dessa vez, em uma estação do metrô.
Não preciso dizer que a aventura já começou no vagão de uma estação a outra. Bolsa rasgada, pé pisado e uma leve sensação de enjoo. -- Santo Deus, não nasci pra isso. Quero o meu carrinho financiado em zilhões de vezes!!!
Lá estava o professor. Ele era realmente uma pessoa estranha e eu pensando: "o que estou fazendo aqui!!"
Sentamos em um café e ele começou uma conversa filosófica. A impressão que eu tinha era que ele sempre fazia questão de dizer: "eu sempre serei seu professor". Coisa mais desagradável!
As bolinações continuavam e ele parava toda hora para me abraçar. Eu estava realmente me sentindo mal com tudo isso. Nos despedimos e logo chegou um novo convite para um outro café. Lá fui eu.
E sempre pensando: "No que estou me metendo???"
Quando cheguei em um café de uma das livrarias mais badaladas de São Paulo, lá estava o meu professor, que usava uma chapéu panamá. Será que nunca disseram pra ele que chapéu não se usa dentro dos lugares? Acho que não! Mas sempre achei que era um charme particular dele.
Sentamos e ele começou a colocar as suas mãozinhas atrevidas por debaixo das barras da minha calça. Sinceramente, não sei como ele conseguiu tal façanha, mas conseguia. E aquilo me irritando profundamente. Eu brincava com ele, dizendo que ele era muito saliente e ele achava graça.
Decidi então dar um beijo (selinho) nele para ver se ele sossegava.. Que nada, o rapaz ficou mais saliente e foi querendo colocar suas mãos atrevidinhas por baixo do meu ponche vermelho. Ao sair do café, ele me pediu para levá-lo até a universidade onde dava aulas. E acreditem, ele foi tentando colocar suas mãos em mim todo o tempo... Eu disse a ele, que ele venceria pelo cansaço.
Eu achava aquilo tudo muito estranho...
Esse só foi o início de uma história intensa, confusa e rompida pelos espíritos do banheiro,, ouvidos pela vidente do Tucuruvi.... aguardem.. muita água vai rolar nessa banheira.

0 comentários: